Neuroplasticidade é a palavra que explica o título deste texto. Nosso cérebro tem uma capacidade infinita de mudar, remodelar e mudar de novo dependendo do que se faz. Há muito tempo já se sabe que podemos criar novos caminhos, novos raciocínios e formas de pensar.

Depende do meu treino. Sim, do treino.

Se eu repetir por muito tempo algo, meu cérebro vai se adaptar a isso. Por exemplo: nós temos a capacidade de ter um determinado campo visual, mas se passarmos muito tempo, quero dizer alguns anos, trabalhando para uma tela e nos fixando no que se passa nessa tela, após alguns anos o campo visual terá diminuído.

Essa é uma adaptação que acontece no cérebro graças à  sua neuroplasticidade.

As consequências podem ser boas ou ruins. A pessoa pode se tornar muito boa em perceber minúcias na tela e ler com rapidez, mas pode também perder a visão lateral e bater o carro com mais facilidade no trânsito. Não verá os carros à sua volta com muita facilidade. É isso que acontece com as pessoas que como nós que moramos aqui nos Estados Unidos passamos a entender cada vez mais e com mais facilidade a língua inglesa. Quanto mais submetermos nosso cérebro ao treino melhor ele vai ficar.

Nosso cérebro quando criança não está em plena capacidade de funcionamento. Vamos melhorando, melhorando e ficamos muito bons entre os 20 e 40 anos. E, não posso deixar de falar, que nas mulheres essa capacidade permanece por um período maior do que nos homens. Com o envelhecimento e a menopausa há sim uma regressão. A boa notícia é que essa regressão pode ser revertida ou pode até não existir para aquelas pessoas que mantém a mente ativa e o cérebro ativo.

Novos desafios, novos aprendizados sempre. Buscar novas motivações faz com que essa tal de neuroplasticidade possa ser colocada em funcionamento e criemos novos neurônios, novas conexões e novos caminhos. O que temos que fazer basicamente é aprender e pôr em prática. Mais ou menos assim. Aprender uma língua e sair falando. Aprender um exercício e praticá-lo, aprender uma música e cantar.

Portanto é possível aprender a ter mais atenção, aprender a fazer exercícios, aprender a patinar, escrever, cantar e tudo o que desejarmos. O cérebro pode não envelhecer se assim desejarmos. Isso é perfeito, porque quando nosso corpo já estiver bem velhinho para andar muito tempo na praia, podemos usar nosso cérebro para criar e imaginar lindos passeios, podemos escrever lindas histórias, próprias ou imaginárias.

Não há limites para nosso cérebro.