Advogados agora são obrigados a usar intérpretes registrados, salvo em situações excepcionais

Por Renata Castro, Esq.

No dia 01 de Outubro, a Suprema Corte da Flórida publicou regra que obriga uso de intérpretes registrados para as partes em um caso legal que não falem Inglês.

Em março desse ano a justiça da Flórida adotou regras que estipulam um sistema de níveis para intérpretes, com diferentes níveis de certificação. Intérpretes certificados encabeçam a lista, seguidos por aqueles que tem capacidade linguística (language skilled), e seguidos pelos que não passaram por prova mas que tem capacidades linguísticas.

Todos os três níveis de intérpretes devem, obrigatoriamente, registrar-se com o Office of the State Courts Administrators, inclusive aqueles que não cumprem com os requisitos, mas que podem ser utilizados em casos extremos.

A regra se aplica não só a advogados contratando intérpretes, mas também a indíviduos chamados pro se, ou seja, que representam a si mesmos em trâmites legais.

Vale lembrar que os critérios só se aplicam ao uso de intérpretes utilizados em trâmites perante os fóruns da Flórida, e não são obrigatórios em processos imigratórios.


 

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