Hoje estar bonito na foto é muito mais importante do que estar feliz.

Nas sessões de casal, é comum, os cônjuges confidenciarem que a única vez que tiveram contato na viagem que fizeram, foi na hora de posar para as fotos.
Afinal, uma imagem vale mais que mil palavras.

Palavras caladas, censuradas, abafadas, que torturam a alma e não permitem que o relacionamento amadureça.

As pessoas precisam crescer, se comunicar, se resolver. Aprender a negociar, a ouvir um “não”, a dizer não, a fazer concessões, pedir e receber, pedir desculpas e perdoar, aprender os seus limites e respeitá-los e aceitar os limites do outro e acatá-los.

A intimidade não nos dá o direito de perder a educação, e é a primeira coisa que perdemos depois da paciência.

Sempre alerto os casais para que antes de abrirem a boca, que analisem a intenção da sua fala.

O que estou sentindo? Se eu estiver com raiva a intenção vai ser ferir. E numa relação amorosa, o objetivo da comunicação tem que ser o entendimento.

Identifique sua frustração antes de conversar, e identifique qual a origem, muitas vezes, o parceiro ou parceira não tem nada a ver com ela, mas é o saco de pancada a quem é “permitido” a gente perder a linha, porque ele ou ela tem que aturar. Mas pode ter certeza, ninguém ouve um passa fora e não se ressente.

A Terceira Lei de Newton (Princípio da Ação e Reação) diz que para toda força de ação existe uma força de reação que possui o mesmo módulo e direção, porém em sentido contrário. Então toda a atitude com a intenção de ferir vai ter volta, senão imediatamente, ela se acumula e quando sai, ela faz o que chamo de “rompimento da barragem”: tudo aquilo que você reprimiu sai com a violência que aquele silêncio causou em você. A destruição do outro, é o objetivo. Cada palavra como um punhal sai com a intenção de ferir, punir, diminuir, humilhar e se vingar.

A Boca fala o que o coração está cheio.

Essas sessões de “descarrego”: você desopila seu coração, limpa o seu quintal, pega todo o lixo e despeja no quintal do outro.

Relacionamento a dois é feito para adultos e percebo que as pessoas não se conhecem, não conhecem os seus desejos, e não sabem se colocar, se posicionar, aí quando percebem o quanto estão infelizes, desconectadas de si mesmos, elas se ressentem. Mas geralmente, elas não assumem responsabilidade por suas atitudes e posturas.

Elas culpam os outros pelos “sims” que disseram e que não queriam, ou pelos “nãos” que não disseram para não criar conflito.

O conflito faz parte da vida, ele não deve ser evitado, ele deve ser elaborado, negociado e resolvido. E muitas vezes, é concordar em discordar, com respeito, carinho, amor e educação.

As pessoas não entram num relacionamento, mas “pegam um projeto”, já pensando nas reformas e ajustes que vão fazer na “vida” do outro. Sem enxergar o outro, entramos num relacionamento com a nossa “projeção” e depois quando a realidade bate, ouvimos: “eu achei que ele (a) fosse mudar”.

Quando vir um modelo interessante em um pretendente pense que ele ou ela é, como dizemos em terras americanas “AS IS”.

O que traduzindo para o sentido psicológico que quero demonstrar seria: que aquilo que você está vendo é o que é, e não como você gostaria que fôsse.

Parafraseando a poetisa americana Maya Angelou:

“Quando alguém te mostrar como é, acredite nele(a)”.


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