Medo de morrer, coração disparado, mãos geladas, tremores, calafrios, sensação de desespero, de desorientação,  calor, dificuldade em respirar, palpitações no coração, talvez náuseas e tontura … todos esses são indícios de um possível ataque de pânico e ninguém melhor do que o seu médico para diagnosticar se esses sintomas estão relacionados com a Síndrome do Pânico ou com uma patologia qualquer.

Entretanto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional – SBIE – existem dois fatores que podem desencadear o desenvolvimento desse transtorno.

  • Fatores internos: predisposição genética, estresse, desequilíbrio emocional;
  • Fatores externos: traumas, mudanças radicais, problemas na infância.

Neurologicamente falando, o transtorno do pânico é causado pelo desequilíbrio dos neurotransmissores que, por uma falha na comunicação entre as células, transmite a informação de que você precisa se proteger e reagir a uma situação de risco que na verdade não existe!

Eu poderia até explicar o que acontece no nosso sistema nervoso com os neurônios e o desequilíbrio de serotonina no cérebro e no nosso organismo, quando uma grande quantidade de adrenalina é liberada, causando um grande estímulo no coração, elevação da tensão arterial e outras coisas.  Porém você não está lendo esse texto para saber esses detalhes, não é mesmo?

Quem tem ou já sentiu algum tipo de pânico sabe muito bem o que é e o que se sente. E quem nunca sentiu mas conhece alguém que teve, acaba entendendo que esta informação também pode vir a lhe ser útil no futuro.

O pânico é causado pela ansiedade, que é um estado emocional.  Simples assim.

Pode ser que você esteja passando por uma situação desagradável no momento ou talvez pelo acúmulo de memórias, comportamentos e emoções do passado, os quais acabam influenciando seu estado emocional interno.

A ansiedade faz com que as pessoas se sintam impacientes, cansadas, nervosas, excitadas, irritadas. Faz com que sofram de tensão muscular e sintam-se incapazes de dormir ou mesmo de se concentrar.

Você há de concordar comigo que existe algo de errado com essa pessoa, correto?

É preciso descobrir e entender o que há de errado para ser mudado. Remédios vão apenas “tapar o sol com a peneira”, porém não vão solucionar a causa. É muito importante enfrentar o pânico, ao invés de fugir. Somente sentindo certas emoções, vivenciando alguns comportamentos ou certas memórias e lembranças, é que você será capaz de entender a origem e o motivo da ansiedade que está causando esse ataque de pânico.

A Síndrome do Pânico deixou de ser apenas um ataque de pânico quando começou a ser frequente e aquela sensação horrível passou a ser constante. É como se um alarme no sistema límbico, que é a unidade responsável pelas emoções e comportamentos, estivesse desregulado e disparando toda hora dentro de você.

É muito importante você entender suas emoções e saber controlá-las. Tratar as memórias que estão guardadas desde a infância e que talvez não sejam tão boas, e que possam estar desencadeando algo no momento presente.  Ao ter mais consciência do que está acontecendo, o processo de autoconhecimento vai lhe ajudar a entender o porquê dessa ansiedade na sua vida, e porque essa reação de stress está em você.

Talvez isso signifique que haja algo desalinhado, entre seus pensamentos com suas emoções e comportamentos e o que realmente você faz!

A melhor maneira de curar o pânico ou a Síndrome do Pânico é se autoconhecendo. Só assim você conseguirá descobrir e entender a origem de ataques, pânicos, medos e fobias!


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