Eu gostaria de iniciar este texto fazendo uma reflexão. Quando foi que alimentar nossos filhos se tornou uma questão estressante? Me parece um pouco estranho de repente tantas dúvidas e tantas diferenças e palpites na alimentação dos nossos pequenos. Vamos lembrar que o ser humano é um mamífero e assim nossos filhos iniciam a vida mamando nas mamas de suas mães.

Este é o primeiro ponto a ser destacado. São muitos os motivos alegados pelas mães para interromperem a amamentação. Os mais comuns são que o leite é fraco, pouco leite, dor na amamentação e falta de tempo porque precisa trabalhar. Porém, os estudos mostram que o leite fraco está presente apenas em mães desnutridas, e isso não ocorre na maioria dos casos. Outro ponto é que a quantidade de leite produzida é dependente de quanto o bebê mama.

Então, se por algum motivo a mãe não permanece tempo suficiente com o bebê no peito, pode ser sim que menos leite seja produzido. Principalmente nas primeiras semanas quando o bebê dorme com facilidade e para de mamar, necessitando mamar logo depois novamente. Essa situação pode dar a impressão que o leite não foi suficiente, mas na maioria das vezes o bebê simplesmente dormiu. Com tudo isso o apelo para introduzir as famosas fórmulas ganha espaço.

Depois dessa fase vem a introdução da papinha e novamente mais estresse. Qual papinha, qual a quantidade ideal e mais e mais dúvidas. O erro mais comum neste momento é tirar as dúvidas com amigas, vizinhas, ou seja, com pessoas que não sabem muito bem o correto. O pediatra ou nutricionista infantil serão sempre a melhor escolha para tirar as dúvidas. E caso você ache estranho o que um deles recomendou não vá perguntar novamente para sua amiga, busque uma outra opinião profissional.

Antes de seu filho ser diagnosticado corretamente com alguma alergia ou intolerância não há razão para começar a cortar este ou aquele alimento, desde que seja apropriado para a idade. A alimentação da criança deve ter como objetivo sempre, o ajuste à alimentação da família. Desde que a família tenha uma boa alimentação, claro. E se não tiver, o nascimento de um filho deverá ser motivo forte o suficiente para que toda a família passe a se alimentar corretamente e a fazer boas escolhas.

Lembre-se o bom senso nuca sai de moda.