“Esse sentimento é absolutamente necessário”, afirma ANTONIO DAMÁSIO, Neurocientista Português e autor de best-sellers como O Erro de Descartes, sobre o papel fundamental das emoções.

Damásio define o medo como uma EMOÇÃO fabricada pelo CÉREBRO, que provoca MUDANÇAS no CORPO todo, deixando-nos mais alertas, fortes e cuidadosos – prontos para LUTAR ou FUGIR.

Carregamos no cérebro dois pequenos caroços com o formato de uma noz (chamada AMÍGDALA, amêndoa em grego, nada a ver com as outras bolinhas que você tem no pescoço). Essas estruturas têm uma função: identificar o PERIGO e avisar o corpo de que é hora de ter MEDO.

As amígdalas são tão importantes que aparecem em todos os mamíferos, nas aves e nos répteis. Mas, quanto mais potente é o cérebro do animal, maior a capacidade de prever o futuro e, portanto, de temer por ele.

O HOMEM, com seu poder antecipatório, é capaz de temer a morte mesmo quando não há ninguém tentando matá-lo. Isso faz de nós mais medrosos, mas também mais prevenidos (estudamos os astros antes que um asteróide ameace chocar-se com o planeta e construímos muros antes que um inimigo apareça com um machado na mão).

Toda vez que entramos em contato com um objeto, ele precisa ser processado no CÓRTEX, aquela parte externa do cérebro. Ele se encarrega de dizer para você qual é o tamanho do objeto, a cor, o cheiro, que barulho faz, vasculha as memórias para ver se você já tinha topado com aquilo antes, descobre se o negócio tem nome.

Enfim, faz as atividades nobres relacionadas ao raciocínio.

Por exemplo, suponha que você seja uma criança inexperiente e o objeto seja uma abelha. Enquanto o inseto se aproxima, o córtex tenta entender que bicho é aquele, o que significa o zunindo que ela faz. Agora, se a abelha lhe der uma ferroada doída, quem vai entrar em ação são as amígdalas, que gravam o zunido.

Depois disso, toda vez que você ouvir um bzzzz, elas darão o alarme e você ficará apavorado antes mesmo que o córtex entenda o que está se passando.  Pronto, você ganhou um medo novo.

Acontece que as amígdalas não são tão SOFISTICADAS quanto o córtex. Elas não analisam muito, não perdem tempo com raciocínios complexos – e justamente por isso RESPONDEM tão RÁPIDO aos ESTÍMULOS.

Isso explica porque os medos não são racionais. Nos assustamos nos cinemas e nos parques de diversões mesmo sabendo que nossa saúde não corre risco algum. As amígdalas dão o alarme ainda que o córtex insista em afirmar que está tudo bem.

As amígdalas não vigiam apenas perigos externos.

Medo

Elas controlam as reações do corpo ligadas a situações emocionais relacionadas ao histórico de vida individual. Estão ligadas por nervos à corrente sanguínea e aos órgãos, pelo Sistema Nervoso Autônomo e podem acionar GATILHOS EMOCIONAIS de intensidade variada em cada pessoa.

A síndrome do pânico é um defeito nesse mecanismo de gerenciamento interno. Nesse caso, o sujeito começa a prestar atenção no ritmo de sua respiração ou nos batimentos do coração e se convence de que há algo estranho. Isso gera ansiedade e, com ela, surgem os sintomas do medo: coração cada vez mais acelerado, respiração cada vez mais descontrolada, suor. Daí a vítima começa a ter certeza de que realmente está passando mal e se convence de que vai morrer. E vai ficando cada vez pior.

Aprimorar o controle emocional cria uma nova relação de causa e efeito e um novo caminho sináptico para essas informações, fazendo com que a pessoa tenha maior controle emocional, nas situações que antes tinham resultados indesejados.

Esse controle emocional aumenta o FOCO e a CLAREZA do que tem de ser feito em cada momento, vivendo o MOMENTO PRESENTE, sem suposições do futuro (Gerador de ansiedade) ou de lembranças negativas do passado (Gerador de estresse ou depressão), esses são os fatores que terão o maior impacto no sucesso das ações pessoais. Tudo isso pode ser treinado e aprimorado para aumentar a nossa taxa de êxito em nossas ações.

Na nossa próxima conversa falaremos sobre os 5 componente da Inteligência Emocional (IE) e como ela pode nos ajudar a reverter os processos relacionados a medos ou nos preparar melhor para situações de conflito em problemas familiares, profissionais ou financeiros, quando identificar em VOCÊ se sua IE é ALTA.

Aguarde!


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