O sistema educacional é um que não mudou muito nos últimos 50 anos. As crianças de hoje ainda são vítimas daquelas coisas que detestávamos quando pequenos: tarefas, hierarquias e um modelo de ensinamento genérico e não apropriado para a nossa forma de aprender.

Muitos acreditam que esse sistema com foco na regurgitação de ensinamentos não é algo nem sustentável nem tampouco proveitoso em nossas sociedades, onde o que universitários de hoje estão aprendendo será ultrapassado quando se formarem, por conta da grave escalação da tecnologia que vivenciamos hoje.

Este tema é um dos focos em destaque esse ano no South by Southwest, um festival anual que se realiza durante o mês de março,  de música, filmes e conferencias sobre tecnologias emergentes.  Se você ainda não foi, ponha em sua bucket list.

Seguem duas previsões diferentes para o ano 2026 e 2050

2026

Que tal se virássemos o jogo? Que tal se ao invés de estudar um mínimo de quatro anos para obter um diploma, nos endividarmos e só termos a chance de exercer nossa paixão após encontrarmos uma carreira estável, conseguíssemos fazer isso agora?  E vou além: que tal se os nossos talentos pessoais ou aquelas conversas filosóficas que despertam um tremendo aprendizado fossem reconhecidas e lhe ajudassem a abrir portas para oportunidades que melhor se encaixam ao seu perfil?

O centro de pesquisas Institute for the Future (o Instituto para o Futuro) fez essas mesmas perguntas e resolveu colaborar com uma organização que tem como meta criar uma economia educacional nacional, a Act Foundation.

Juntos fizeram uma previsão do que poderíamos ter em 2026.

Veja o vídeo abaixo:
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2050

Ted-Ed Educators de seis países foram questionados para dizerem o que acreditavam ser um futuro provável na educação no ano 2050.

Algumas das previsões seguem a baixo:

– Escolas serão completamente diferentes

“Não haverá espaços físicos. Estudantes vão aprender via salas de aulas viajantes, onde o mundo real será sua universidade.  Estudantes vão morar juntos e utilizar livrarias e laboratórios de cidades para fazerem um projeto. Já temos um modelo para isso: Minerva Schools”- Hyuk Jang, educador em Busan, Coreia do Sul.

– Escolas terão uma orientação de segurança bastante grande

“Por conta de tiroteios em escolas, terão uma sala-cofre.  Mudanças no meio ambiente também farão com que escolas fechem mais vezes e como resultado a escola se tornara um hub onde estudantes vão quando realmente precisam”- Shannon Brake, educadora em Kansas, EUA.

– Escolas existirão em 2050?

“Ensinar está morrendo como profissão?  Se não estão, a sala de aula vai mudar muito.  Não penso que escolas irão existir no mesmo formato, com mesas e cadeiras.  Acredito que o ensinamento irá incorporar realidades virtuais e várias perspectivas.  Os estudantes irão aprender a negociar e compartilhar ideias” – Sharon Hadar, educadora em Raanana, Israel

– A educação não vai ser nada como o que temos hoje.

“Escolas serão multidisciplinares com o foco na justiça social.  Você precisa mudar o mundo para mudar a sala de aula e agora a diferença entre condados ricos e pobres está enorme” – Eduardo Godoy, educador em São Paulo, Brasil

– Haverá mais criatividade na sala de aula.

“Porque isso será o que carreiras terão como requisito. O ensino não será somente sobre aprender e compartilhar,  mas sobre o que fazer com essa informação no mundo real” – Josefino Rivera, Jr., educador em Buenos Aires, Argentina

– Estudantes vão aprender que nada é impossível.

“Vamos ensinar que o que não for possível hoje, será possível no futuro. Vamos fazer com que isso seja parte da educação”- Kristine Sargsyan, educadora in Yerevan, Armênia.

E você,  como prevê o futuro da educação?

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