O cérebro, embora tenha só 4% (em média) do peso do corpo, representa 20% do consumo de energia, na forma de glicose (açúcar).  O cérebro do homem é cerca de 5% mais pesado que o da mulher, o que na verdade não representa nenhuma diferença, pois a diferença de massa é proporcional.

Há diversos estudos da neurociência do comportamento que comprovam haver diferenças marcantes entre o cérebro masculino e o cérebro feminino. Para usar a linguagem, por exemplo, as mulheres utilizam os dois hemisférios cerebrais, enquanto os homens usam quase somente o esquerdo.

O cérebro feminino é, predominantemente, programado para a empatia, enquanto o masculino é mais voltado para sistemas de construção e análise. Em geral, homens se saem melhor em tarefas que envolvem cálculos, enquanto as mulheres são melhores em habilidades relacionais.

As mulheres normalmente expressam melhor seus sentimentos do que os homens porque a área do sistema límbico, responsável pelas emoções, é mais desenvolvida nelas. Elas tendem a resolver seus conflitos com base na negociação, usando a empatia. Eles preferem se impor pelo poder físico ou hierárquico e serem mais agressivos nas tomadas de decisão.

Uma das diferenças mais interessantes refere-se à maneira segundo a qual os homens e as mulheres calculam o tempo, estimam a velocidade de objetos, realizam cálculos matemáticos mentais, orientam-se no espaço e visualizam os objetos tridimensionais … nisso os homens levam vantagem.

Por outro lado, as mulheres são melhores que os homens em relações humanas, em reconhecer aspectos emocionais nas outras pessoas e na linguagem, na expressão emocional e artística, na apreciação estética, na linguagem verbal e na execução de tarefas detalhadas e pré-planejadas. Por exemplo, as mulheres normalmente são melhores que os homens em lembrar listas de palavras ou parágrafos.

Ao realizar todas essas tarefas, os homens e as mulheres são extremamente diferentes, Isso poderia explicar, afirmam os cientistas, as preferências profissionais de cada um ligadas as suas habilidades naturais.

No início dessas investigações, os cientistas eram céticos quando ao papel dos genes e das diferenças biológicas, dado que o aprendizado cultural é muito poderoso e influente entre os seres humanos. Pois as brincadeiras infantis feitas por cada um dos sexos poderia ter um peso grande nessas mudanças, brincadeiras cooperativas ( meninas) e de disputa ( meninos).

No entanto, as diferenças de gênero já se manifestam desde alguns meses após o nascimento, quando a influência social ainda é pequena. Por exemplo, Anne Moir e David Jessel, em seu controverso e admirável livro “Brain Sex” (“O sexo do cérebro”) oferecem explicações para essas diferenças precoces nas crianças.

“Essas diferenças discerníveis e mensuráveis do comportamento são programadas muito antes que as influências externas tenham a oportunidade de se manifestar. Elas refletem uma diferença básica no cérebro do recém-nascido que já conhecemos — a maior eficiência dos homens quanto a habilidades espaciais, a maior habilidade das mulheres quanto à fala.”

Agora, após muitas pesquisas cuidadosas e bem controladas, onde o meio-ambiente e a aprendizagem social foram isolados, os cientistas descobriram que existem uma grande variedade de diferenças neurofisiológicas e anatômicas entre os cérebros dos homens e das mulheres.

As mulheres têm uma maior ligação de sinapses (que fazem a comunicação das células nervosas) em ter os hemisférios, já os homens têm uma a sua comunicação sináptica mais ativa em cada hemisfério, o que pode favorecer essas diferentes habilidades.

O cérebro humano (incluindo os dois sexos) é muito antigo e remonta à época em que vivemos nas cavernas e savanas. Os homens tinham a função da caça e o faziam indo direto ao ponto de caça e retornando a sua casa (em função disso são mais objetivos). Já as mulheres estavam cuidando dos filhos, da pequena criação de animais, da agricultura e de manter o fogo aceso ( por isso são multifuncionais).

Embora diferentes os homens e as mulheres são complementares e podem desenvolver características próprias do outro gênero se tiverem interesse e gastarem tempo e energia nisso.