Grelina, o hormônio da fome
Grelina, o hormônio da fome

GRELINA, O HORMÔNIO DA FOME

Na época em que eu dava aulas na faculdade costumava dizer aos meus alunos que se alguém estiver falando de metabolismo e for fácil, deve haver muita coisa errada. O que eu queria que eles entendessem e gostaria também que vocês leitores percebessem é que o nosso metabolismo é muito complexo e complicado mesmo de ser explicado.

Esse tal de metabolismo vem sendo tratado como algo que se pode simplesmente acelerar ou desacelerar com alimentos, atividades físicas e infelizmente com algumas substâncias.

Fala-se disso sem pensar ou explicar o real significado. O metabolismo é o conjunto de todas as reações químicas que ocorrem no nosso corpo e essas reações são todas interdependentes. Isso quer dizer que se mudarmos apenas uma delas, as demais sofrerão, em diferentes graus, alguma influência. E essa influência pode agir sobre outras e outras reações, desencadeando uma série de mudanças, boas ou ruins.

Essas reações respondem ao aumento e à diminuição das concentrações de hormônios e as concentrações dos hormônios mudam por vários motivos. Existem hormônios que mudam influenciados pela quantidade de luz que incide nos nossos olhos, a melatonina. Mudam pelo nível de esforço físico extenuante, o hormônio do crescimento (GH), e podem mudar pela quantidade de glicose no sangue como a insulina e o glucagon.

Quando nos alimentamos estamos agindo também sobre dois outros hormônios que regulam o nosso apetite que são a leptina e grelina. E claro não são apenas esses dois que existem no controle do nosso apetite. Mas estes são bem importantes. A grelina é um hormônio produzido quando estamos com o estômago vazio e um dos responsáveis pela sensação de fome e a leptina contribui para a diminuição da sensação de fome. Falando assim me parece claro que se ficarmos com o estômago vazio iremos produzir mais desse hormônio que causa a sensação de fome, a grelina. E se tivermos uma alimentação correta, sem restrições, os níveis de leptina estarão sempre dentro da normalidade, assim como a sensação de fome.

Outro fator que regula a produção e liberação desses hormônios, a leptina e a grelina, é o sono. Já tenho falado sobre ele, sobre a importância de termos sono de boa qualidade e em quantidade suficiente. O sono ruim pode sem dúvida, mudar o apetite por alterar a produção desses hormônios. Não se pode de fato atribuir a um único fator o aumento de gordura corporal, como também não será apenas um fator que irá solucionar o problema,

Portanto, restringir alimentos ou ficar sem comer por muitas horas pode alterar a produção de grelina e leptina, levando as pessoas a desenvolverem distúrbios alimentares, como a compulsão e a obesidade. A solução pode estar no antigo hábito de comer sem restrições e sem exageros.

A Dra. Ivani Manzo atende pessoas pessoalmente ou online, auxiliando a terem uma alimentação mais saudável, encontrando o melhor tipo de atividade física e melhor qualidade de vida.  A Dra. Ivani Manzo é PhD pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo UNIFESP-EPM.  Há anos estuda o funcionamento do corpo humano. Acredita que a melhor forma de manter a saúde e a qualidade de vida é cuidando da alimentação, sono e fazer exercícios.   Para contato, visite: http://www.myclickcoach.com.

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