Além de não ser o primeiro anticoncepcional masculino, eu particularmente acredito que não haverá adesão. Vejam a primeira informação da matéria: “O primeiro anticoncepcional masculino tem previsão de lançamento em 2020. Pesquisadores indianos criaram uma vacina com aplicação na região dos testículos”. Sinceramente não acredito que os homens façam isso. Mas, supondo que façam vamos entender como vai funcionar.

Trata-se da aplicação de um polímero nos canais por onde passam os espermatozoides, assim esse polímero impediria a passagem dos espermatozoides. É uma barreira física portanto não ocorrerá alteração hormonal que poderia diminuir a libido dos homens. Segundo os pesquisadores não existe efeito colateral e eles estão apenas aguardando a aprovação dos órgãos reguladores. O anticoncepcional teria a duração de 13 anos e caso nesse tempo o homem queira ter filhos basta aplicar uma substância chamada pelos cientistas de “anulador”.

Mas, como eu disse no título desta matéria, não é o primeiro anticoncepcional masculino, a verdade é que o primeiro anticoncepcional estudado já era masculino. Isso antes do anticoncepcional hormonal feminino ser desenvolvido. E se você está se perguntando por que ele não foi lançado no mercado, a resposta é simples. Os homens se recusaram a usar um anticoncepcional que aumentasse a dor de cabeça, aumentasse a gordura corporal, aumentasse a retenção de água e ainda diminuísse a libido. Incrível não acham? Sim porque estas são as queixas mais comuns das mulheres que usam o anticoncepcional hormonal.

O que aconteceu foi que, já que os homens não irão usar, vamos investir nas mulheres e no lançamento vamos também fazer um apelo bem feminista do tipo: cada mulher deve decidir quando quer engravidar. Pronto. Caímos como umas patinhas achando que nada de grave poderia acontecer. Hoje sabemos que esses anticoncepcionais são responsáveis por vários transtornos como trombose, câncer, acidente vascular encefálico entre outros.

Eu particularmente acredito que os homens mais uma vez irão dizer não para algo tão invasivo e pouco estudado. Resta saber se as mulheres poderiam ou não aceitar esse tal polímero nas suas tubas uterinas, para impedir a passagem dos óvulos. Eu sinceramente espero que não.