Fase de transformação planetária e humana

E iniciamos mais um ano com as incertezas que uma pandemia, e a ameaça visível da “mortalidade”, nos traz.

Um arrebatamento de emoções, sensações e umas reviravoltas que nos impedem de varrer o lixo para baixo do tapete e ter que conviver com as sujeiras do dia a dia, com a toxicidade interna e relacional.

Ninguém passou incólume por essa fase, não ficou pedra sobre pedra.
Desastres de todas as ordens e magnitudes nos mostraram as nossas vulnerabilidades e as fragilidades das nossas relações.

Marido e mulher tiveram que conviver, imagina só, uma coisa dessa.
Mamães e Papais tiveram que se comunicar mesmo se separados, para lidar com as questões dos filhos.
Tivemos que cuidar dos próprios filhos, muitas vezes pela primeira vez. Há muita terceirização desses cuidados em várias esferas.

Tiveram que fazer plano A, B e C, e muitas das vezes, nenhum desses planos funcionou.

A vida não tem garantias, mas a gente vivia como se o amanhã fôsse certo.

Algumas pessoas tiveram que fazer escolhas difíceis entre a liberdade e a vida.
No final, quem está aqui, algum sacrifício fez em prol da sobrevivência.

Descobrimos que não há unidade, coesão, nem senso comum, eu, infelizmente, não me espantei.

Não tenho ilusões sobre a humanidade, não acredito em heróis, nem vilões, mas descobri que muita gente acredita, e muitos torcem para os vilões.

Na hora do “pega pacapá” nós vimos quem estava ao nosso lado, e revimos quem não queríamos ao nosso lado.

Dissemos não, com dor no coração e sim para um bem maior.

Vimos que as pessoas, sob ameaça de “extinção”, elas não se uniram, elas se atacaram e se pudessem tinham se exterminado mais rapidamente.

Vimos a natureza resplandecer com a nossa reclusão e se enfurecer com nossos maus tratos.

Muitas perdas, muito luto, muita tristeza, muito lamento, pouco aprendizado.

Estamos literalmente repetindo de ano, pois a prova é coletiva, e não conseguimos perceber o essencial.

A dor dos outros não nos incomodou o suficiente, enquanto estava longe; não nos importamos, quando chegou perto, nos incomodamos pouco; quando nos afetou, não aprendemos.

Uma verdadeira roleta russa vemos por aí.

O vírus está fazendo updates, se ajustando e se adaptando.
O nosso equipamento continua obsoleto, nossos recursos os velhos de guerra.

Nessa prova da vida, vence quem evoluir mais rápido.


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Danny Bastos, Life Coach, Jornalista e autora do livro: “How to Empower your Kids”. Original de Niteroi, Rio de Janeiro e vivendo nos Estados Unidos há 19 anos.

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