Abra os olhos: faça as pazes com o “proibido”.
Abra os olhos: faça as pazes com o “proibido”.

Escrevo aqui algo muito importante que aprendi, foi útil no meu processo durante e após o emagrecimento e na prática tem se confirmado: nada engorda e nada emagrece.

Existem alimentos com mais calorias do que outros, isso é fato, mas daí a afirmar que determinados alimentos engordam, há muita diferença.

Para o engordar/emagrecer ocorrer deve-se levar em consideração não só quantas calorias são ingeridas, como também o gasto delas. Tanto que os tratamentos para emagrecer se baseiam no tripé: ingestão – absorção – consumo. Senão qualquer pessoa que comesse chocolate, por exemplo, engordaria e isso não ocorre. Há pessoas magras autênticas – isto é, que na maioria das vezes se alimentam somente quando têm fome biológica e sabem parar na saciedade – que comem doces, pães, massas etc naturalmente e mantêm o peso e, às vezes, até emagrecem. Mas você pode pensar: é porque elas comem pouco. Em comparação a quem? Depende, não necessariamente (esse seria um assunto para outro post), mas se for é mais uma prova de que nada engorda e nada emagrece.

Por que saber disso é importante? Pelo fato de não termos de nos privar de nada para emagrecer. Senão, há pelo menos dois pontos a considerar.

O que é proibido muitas vezes é mais tentador, não é mesmo? Por exemplo, eu digo que você não pode pensar na cor amarela de jeito nenhum. Por acaso, em qual cor acabou de pensar?

Quando há uma proibição de fora para dentro, imposta, tem um lado nosso que acaba se rebelando e quer mesmo é fazer o contrário. Então, em vez de nos ajudar, essa proibição faz com que tenhamos é vontade de comer o que nos disseram que não podemos. Mas não pára por aí. Se comemos e acreditamos que engorda e não deveríamos ter comido, acabamos nos sentindo culpados.

Conclusão: o que deveria ser prazeroso deixa um gosto amargo na boca…

Em segundo lugar, há o fato de que nos privamos de vários alimentos até conseguir emagrecer. Mas não iremos viver a vida toda sem comê-los, não é mesmo? Então, emagrecemos e voltamos a introduzi-los em nossa alimentação diária, e o que ocorre? Como não aprendemos a comê-los adequadamente, de maneira consciente, pelos motivos certos, quer dizer, não houve uma reeducação, voltamos a nos alimentar além do necessário e… engordamos. Além disso, lembre-se de que irá ingerir algo que lá no fundo você acredita fortemente que engorda e, portanto, não deveria comer. Imagine então o conflito instalado em seu interior. E como emagrecer no meio de tudo isso?

Para emagrecer definitivamente é necessário harmonia, equilíbrio e conscientização. Então, comece jogando fora conceitos aprendidos, que não servem mais. Se servissem, você já teria emagrecido e provavelmente não estaria lendo este blog. Permita-se pensar diferente, experimentar algo novo e vivenciá-lo na prática. Os resultados falarão por si só!

Forte abraço.

Roberta Alves é jornalista, palestrante, blogueira, coach com Certificação Internacional, atriz, locutora, apresentadora, pós-graduada em Sócio-Psicologia. Possui extensão em Psicologia Hospitalar com ênfase em Transtornos Alimentares e Obesidade. É Master Practitioner em Programação Neurolinguística e ex-gorda. Durante sete anos fez quase de tudo para emagrecer e há dezenove anos esse objetivo foi alcançado. A experiência adquirida antes, durante e depois do emagrecimento, somada a constantes estudos, é a matéria-prima de seu trabalho. Seu e-mail rderoberta@gmail.com.

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