Existem varias razōes para as pessoas desejarem sair de seu país de origem imigrando para um outro muitas vezes desconhecido.

Entre essas, podemos citar os desafios de maior ocorrência – a imposta e a opcional

A imposta  é quando uma pessoa trabalha numa determinada empresa e é transferida para um outro país. Podemos dizer também que essa transferência pode ser de agrado ou não da pessoa em questão. A opcional é aquela onde a pessoa decide efetuar tal mudança de livre e expontânea vontade.  Podemos citar vários motivos pelos quais se toma tal decisão, o primeiro e mais comum é a insatisfação com seu país, por não se adequar a política ou por não encontrar oportunidades de trabalho, de crescimento, por crises econômicas, por desentendimentos familiares e até mesmo guerras. Em ambos os casos podemos encontrar muitas coisas em comum, as quais citarei mais adiante.

Tomar a decisão de uma mudança tão radical, não é nada fácil

São muitos os desafios que terão de ser enfrentados.  Algumas pessoas até tomam essa decisão num impulso, sem pensar muito nas consequências.  Outras refletem muito sobre o assunto, porém na maioria das vezes as coisas não acontecem como fora planejado.  No caso da mudança por imposição, o indivíduo tem o livre arbítrio de aceitar ou não tal situação.   Quando aceita, normalmente traça planos que na maioria das vezes se realizam de forma mais tranquila seguindo um fluxo mais normal, uma vez que esses indivíduos efetuam sua mudança contando com um salário certo que proverá as suas necessidades, sem maiores dificuldades.

No caso da opcional, o indivíduo traça planos, sonha com uma vida melhor, cria expectativas positivas, coloca a fé na frente e põe o pé na tábua, indo em busca do seu sonho.   Nesse caso podemos dizer que a situação financeira conta pontos.   O imigrante com um bom poder aquisitivo poderá encontrar mais facilidades que aqueles que não tiveram a mesma sorte, pelo menos na chegada ao destino escolhido.   Já aqueles não são privilegiados, muitas vezes chegam ao destino sem a menor condição de sobrevivência.

Exemplificando com a nossa realidade, podemos dividir essas pessoas em três grupos:

  • Aquelas que conseguiram visto de turista, entraram no pais legalmente e são consideradas pelo governo americano como “documentadas”.
  • Aquelas que entram no país de forma ilegal, os chamados “indocumentados”.  Esses se submetem a uma série de riscos, mas a determinação em viver o sonho americano é maior que tudo.
  • E aquelas que já possuem a cidadania americana e solicitam seu “green card” para algum parente próximo que se encontra no Brasil e caso seja concedido pelo governo americano e a pessoa já desembarca aqui totalmente legalizada.

O fato é que em qualquer uma dessas categorias existem muitas coisas em comum, tais como as expectativas criadas, os desejos, ansiedades, planejamentos, sonhos etc. Pensamos em mil coisas, planejamos como será nossa vida, sonhamos acordados, mas esquecemos de detalhes de suma importância: esquecemos do nosso emocional. Ao chegarmos ao destino, nem tudo acontece como planejamos, muitas coisas começam a dar errado, esbarramos na diferença da língua, na cultura, nos costumes e isso começa a gerar uma série de outros problemas.  O principal é a dificuldade de trabalho, que é o gerador de nossa sobrevivência. Os mais abonados não ficam fora dessa situação, muitos chegam aqui, montam negócios que algumas vezes acabam por não dar certo e são obrigados a fechar e tentar outras fontes de renda muitas vezes inferiores as suas formações e capacidades.

Quando as coisas começam a desandar, fugindo do nosso controle, se inicia então aquilo que não fora planejado e nem sonhado.

O nosso psicológico começa a reagir dentro de nós trazendo problemas emocionais que na maioria das vezes acabamos por somatizar em nosso corpo produzindo doenças, tais como, gastrite, ulceras nervosas, asma, alergias, dores assintomáticas entre tantas. A mais comum e talvez uma das mais destrutivas é a depressão. Ela chega de mansinho e se não nos dermos conta, ela vai nos possuindo e tomando conta do nosso eu. Medos, inseguranças, ansiedades, incertezas, desproteção entre outros fatores emocionais são monstros criados dentro de nós, causando sérios transtornos à nossa vida e trazendo até mesmo as doenças no corpo fisico.

Certamente nada disso foi planejado, com certeza nada dessas coisas vai passar na nossa cabeça e quando elas  aparecem, entramos numa espécie de transe, temos vontade de desistir, de chutar o balde, se sair correndo, sumir no mundo. Alguns tentam ignorar os sintomas e vão levando a vida da maneira que podem, outros se dão conta dos sintomas mas não buscam o auxilio necessário e a minoria procura a ajuda de um profissional.

É preciso estarmos atentos ao mínimo sintoma que aparecer,  para não deixarmos que o nosso emocional se alastre  ganhando forças que podem até nos derrubar de fato. Pensar que tudo é uma fase do seu processo imigratório, que você não está sozinho nessa jornada e que esses fatores psicológicos são na verdade o maior desafio que iremos encontrar. E você que ainda não tomou a sua decisão, mas está desejando emigrar, coloque o seu emocional na bagagem e venha psicologicamente mais preparado para enfrentar os desafios que fatalmente irão surgir no seu caminho.

Tudo isso que aqui foi dito, não é “privilégio” de um ou de outro, são fatos que aconteceram e acontecem com a maioria de nós.  Por isso a atenção a nós mesmos é de suma importância.   Se você se encontra em uma situação parecida, não desanime.  Busque a fé e a determinação dentro de você,  busque ajuda, não tenha vergonha.  Lembre-se que você não é o único a passar por isso; que milhares de pessoas já passaram e venceram essa fase e outros milhares ainda estão passando o mesmo que você.  O importante é que ultrapassadas todas essas fases de adaptação, nós possamos bater no peito e gritar bem alto: – EU VENCI!

Seja você também um VENCEDOR.