A obesidade é uma preocupação mundial, mas muitas coisas não se resolvem apenas com a preocupação. Para solucionar problemas, as atitudes devem ser analisadas e sem dúvida, se os resultados não aparecerem, deve-se repensar. Isso porque a obesidade tem crescido muito nos últimos anos, mesmo com todas as “providências” que vem sendo tomadas. O que se pode pensar é que o que está sendo feito, não está sendo eficiente.

A obesidade é tratada por grande parte das pessoas como um problema estético, mas não é.

Essa forma de ver a obesidade acaba atrapalhando porque muitas pessoas se colocam como não aceitas e passam a levantar uma bandeira de “eu sou assim, me assumo e sou feliz”. A mídia tem ajudado muito a perpetuar este engano. A obesidade é sim uma enfermidade e se as pessoas apenas trocassem o nome obesidade por outra enfermidade conseguiriam entender o engano que estão cometendo.

Por exemplo: “eu sou cardiopata e sou assim, me assumo e sou feliz”. Isso não soa no mínimo estranho? Na verdade, tem o mesmo significado quando se fala da obesidade.

2.6 bilhões de pessoas morrem por ano devido a complicações decorrentes da obesidade. Isso quer dizer que se não fossem obesos, não teriam a complicação e não teriam morrido por essa causa.

O fato é que a obesidade gera muito ganho. A indústria farmacêutica ganhou $13.6 bilhões de dólares em 2014, apenas com a venda de um medicamento inibidor do apetite. A indústria alimentícia, a mídia, todos ganham com a obesidade.

Então por que acabar com ela?

Você já reparou que não existem campanhas para combater a obesidade? Por que? Acredito que seja porque muita gente não teria o lucro que tem. Infelizmente vivemos em um mundo que o dinheiro tem muito mais importância que a vida humana e a qualidade de vida da população.

Tudo isso está sendo encoberto com políticas de inclusão, forçando a aceitação da obesidade como um problema estético, e claro, dessa forma seria realmente errado excluir o obeso. A obesidade pode até existir em um determinado ponto. O que quero dizer é que se o indivíduo for classificado como obeso, mas for ativo, ou seja, praticar exercícios físicos e tiver uma alimentação não muito errada, ele poderá não desenvolver muitas das enfermidades decorrentes do excesso de gordura corporal.

Mas, para o obeso fazer exercícios não é muito simples, pois as articulações estarão sempre sobrecarregadas, haverá dificuldade em dissipar o calor produzido pelos exercícios, o coração terá que se esforçar mais para suprir de oxigênio um corpo bem maior e outras dificuldades. Então o que ocorre é a desistência e o sedentarismo se instala.

Com certeza o combate a obesidade seria o mais certo a se fazer, mas sem associar à estética. Porque a tentativa de chegar ao corpo que esteticamente é aceito torna o processo muito difícil, ou quase impossível, para todas as pessoas, obesas ou magras.


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