É uma pergunta que deveríamos fazer a nós mesmos quando chega a conta do serviço de TV a cabo ou satélite. É certo que dentro do orçamento de cada família existem aquelas despesas que são aceitas como normais e outras que são pagas porque não há outra alternativa.  Sobretudo os gastos extraordinários com tratamentos de saúde, reparos de emergência na casa, conserto de carro, etc.  Mas você já parou pra pensar que o que você paga para (não) assistir TV, pode não estar fazendo sentido do ponto de vista financeiro?

É dinheiro que vai para o bolso dos gigantes da mídia e que poderia, na pior das hipóteses, estar financiando uma saída à noite pra jantar com a família – dependendo é claro de quanto você paga por mês por tais serviços. Os pacotes variam e são cuidadosamente preparados para que você acabe contratando os mais caros. Motivo:

– As crianças não podem ou não querem deixar de ver seus desenhos favoritos;

– Os adolescentes não são mais crianças e querem os seriados que a galera gosta;

– Os adultos (homens principalmente) querem assistir o futebol, a luta, a corrida, etc.

– E você, via de regra, quer assistir sua novela, seu filme romântico, ou aquele programa que dá dicas de saúde, beleza, etc.

Você percebeu que eu não mencionei documentários, programas educacionais, TED podcastas, etc?

É claro que isso tudo não vem junto naquele pacote básico! É claro que cada um desses segmentos está inteligentemente agrupado num pacote diferente.  Os provedores sabem como fazer você se sentir pra baixo se você não tiver aquele pacote de 500+ canais.  Eles também assumem que você não parou pra pensar que ninguém consegue assistir nem 5 que dirá 500 canais por dia!  Ainda mais com a concorrência das redes sociais, emails, youtube, text messages, etc.  E nem estou falando que todo mundo sai pra trabalhar ou estudar, chega morto de cansado e doido pra jantar, tomar banho e dormir.

Como sair desse círculo vicioso?

Primeiro faça uma reunião de família (de preferência no horário em que nenhum dos programas considerados “imperdíveis” esteja sendo exibido) e faça a pergunta que não quer calar: “Quantas horas nós dedicamos a cada uma das atividades dentro da nossa casa, por dia e o que sobra pra ver TV?” Eu me refiro a sentar e assistir um show inteiro, sem pegar no sono, de tanto cansaço.  Depois verifique quando vence o contrato que você firmou para tal serviço.  Dependendo do valor da multa, ainda assim pode valer a pena.  Se for condomínio, verifique se o serviço já está incluído na mensalidade da associação.  Se tiver antena coletiva para canais locais, verifique se está fazendo uso dela e se a recepção é boa.

Se depois dessa análise você concluir que está na hora de avaliar outras alternativas, já é um bom começo.

Não dê ouvidos às pessoas que adoram outras atividades as quais você particularmente odeia, porque isso invariavelmente não vai resolver o SEU problema.  Se seu amigo adora ler, bom pra ele porque você na verdade não consegue ler uma página sem cair no sono.  Entretanto adora assistir um filme romântico inteiro que pode até ser baseado no mesmo livro que ele está lendo.  É a sua opção de entretenimento que está sendo avaliada por você.  É você quem vai decidir o que é melhor pra sua família e para o seu orçamento familiar.

Outras opções já existem, pelo menos no país onde moro.  Aqui nos Estados Unidos, os serviços conhecidos como “Streaming” começaram de uma forma tímida mas progressiva.  Lembro da primeira AppleTV, da primeira “SmartTV” com Netflix embutido, do Roku1, Roku2, e há cerca de 2 anos o Roku3, que ainda possuo.  De todas as opções que experimentei, a ROKU continua sendo minha preferida e a que está cada dia mais na frente.  Mesmo sendo fã incondicional da Apple em todos os seus produtos, tenho que admitir que ainda prefiro a Roku para entretenimento e pesquisas visuais.  Então é dela que eu vou falar hoje.

Meus amigos brasileiros estão sempre me consultando sobre esse serviço, então resolvi listar as perguntas que me fazem quase que diariamente, já que minha experiência talvez possa ajudar outras pessoas a tomarem suas próprias decisões.  E naturalmente, o brasileirinho.com é o cenário ideal para falar com os que – como eu – gostam de matar as saudades do Brasil, assistindo canais como a TV Globo, Record, Bandeirantes, PFC, Band News e TV Brasil.

O que é o Roku Player?

É um dispositivo que você conecta à sua TV através da entrada HDMI.   Ele capta o sinal da sua Internet sem fio e transmite a programação de vários canais (também chamados de Apps) para sua TV.  Mais detalhes aqui

O que é Streaming Stick?

É parecido com um “Pen Drive”, sendo que a conexão ao invés de ser USB é também HDMI.  Tem um custo menor em quase 50% mas transmite com igual qualidade de imagem. Bem mais fácil de transportar, caso vc queira levar pra assistir na casa de amigos, viagens, etc. Mais detalhes aqui.

Minha TV é compatível?

Se sua TV não for um aparelho muito antigo, sim.   Tudo que sua TV precisa ter é entradas de cabo HDMI e ter capacidade de saída de vídeo mínima de 720p (1080p é desejável).  Os aparelhos modernos já vem com 2, 4 ou mais dessas entradas.

Que tipo de programação a Roku oferece?

No exato momento em que estou escrevendo esse artigo, o site da Roku garante que oferece 1000+ canais a mais do que Amazon Fire TV, Apple TV ou Chromecast (*).  A programação inclui uma variedade infinita de filmes, vídeos, shows, música, documentários, notícias nacionais e internacionais.  A lista não para de crescer e muitos desses canais (também chamados de Apps), são inteiramente grátis.

É necessário ter Internet?

É imprescindível!  O sistema precisa de uma conexão WiFi com um mínimo de 1.5 Mbps para assistir programas em SD e 3.0 Mbps para conteúdo em HD.  Para testar a velocidade do seu serviço, visite um desses serviços grátis: http://speakeasy.net/speedtest/ ou http://www.speedtest.net. Lembre-se que a velocidade da sua internet pode variar no decorrer de um dia inteiro.

Posso assistir canais brasileiros também?

Sim.  Um dos serviços que oferece programação internacional é o da Sling. No total são 6 canais brasileiros.  A programação não é mesma exibida ao vivo no Brasil, mas é bem variada também.  No caso da TV Globo, a programação segue a grade e os horário do site da TV Globo Internacional.

Quanto custa a mensalidade?

A Roku não cobra mensalidade.  Você compra a caixa (ou stick) e só paga pelos serviços que escolher.  Exemplo: Globo: US$19.99, Netflix: US$7.99, Hulu: US$7.99, Amazon: $US8.25 (US$99/ano), etc.

A Roku funciona no Brasil?

Não.  Tenho procurado acompanhar os fóruns na tentativa de descobrir se e quando o serviço estará disponível no Brasil, mas até o momento não consegui obter nenhuma confirmação.

Posso ouvir com Headphone sem fio?

O modelo Roku 3 vem com essa opção.  Ideal para quem quer assistir um bom filme ou musical no volume desejado e sem incomodar as pessoas que estão dormindo ou que estão estudando na casa.  Ótimo também para quem tem problemas de audição.

Tem que comprar a caixinha ou já vem na TV?

Já existem algumas marcas de “Smart TV” que tem o serviço embutido no aparelho.  No momento em que escrevo, vejo no site da Roku as marcas: Hisense e TCL (ambas vendidas nos E. Unidos.  Nesse caso, a aquisição do caixa é desnecessária.

Posso gravar programas para assistir depois?

Não.  A caixa não oferece essa opção.  Entretanto vale ressaltar que no caso dos assinantes da Sling, é possível acessar a grade da programação até 7 dias anteriores.

Preciso manter o serviço que já tenho?

Não. Se você concluiu que os mais de 2,000 canais oferecidos pela Roku são o suficiente para preencher as horas dedicadas a TV,  não.  Só deve ter o cuidado de verificar se o contrato lhe permite cancelar o serviço sem multa. Nesse caso, você só precisa adquirir uma antena de qualidade que lhe permita assistir os canais digitais locais em HD e de graça e escolher os serviços que mais se adaptam ao gosto de todos os moradores da sua casa.

(*) Informações baseadas apenas nos serviços oferecidos pelas empresas baseadas nos EUA.

Divirta-se!