Alzheimer’s Canino

ALZHEIMER’S – A polêmica enfermidade que também atinge nossos filhos de 4 patas, conhecida como Síndrome de Disfunção Cognitiva (SDC).

O amor anima, incentiva, e nos mantem mais equilibrados. E para aqueles que como eu amam seus filhos de pelo, o amor pelos caninos produz os mesmos efeitos.

Pesquisas mostram que atualmente a idade média da população mundial é de 77.4 anos para os humanos e se alguém atinge os 100 anos – idade que poucos alcançam, trata-se privilégio a ser comemorado. E se não tiver sido atingido pelo Alzheimer, então merece ser celebrado com festa.

O Alzheimer ou Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa que, segundo estudos, ocorre mais frequentemente em 1% da população com idade aproximada de 60 anos, mas cabe lembrar que o progresso desta prevalência dobra a cada cinco anos e, sendo assim, acima dos 85 anos, cerca de 30% da população é afetada. De causa desconhecida, mas acredita-se que seja geneticamente determinada, a doença é irreversível ou incurável. Quando diagnosticada no início, sua evolução pode ser retardada.

A enfermidade é progressiva em 3 estágios (o inicial, o intermediário e o avançado). Na fase inicial com menor grau de dependência, os sintomas podem ser notados vagarosamente, como desorientação, alterações da linguagem, aprendizado e redução no poder de concentração. O distúrbio cerebral, que afeta a memória e as habilidades de pensamento, as vezes impede o paciente de realizar tarefas simples, ou se lembrar de coisas muito comuns do dia a dia.

A segunda fase é mais acentuada, quando a incapacidade pode ser verificada pela intensidade ou desequilíbrio de emoções, alterações progressivas de personalidade e de comportamento social. Já ́ com o avanço desta fase ocorrem alterações de postura, marcha e tônus muscular e pode durar entre 3 e 5 anos.

No estágio avançado, ainda que haja anos de sobrevida, o paciente é acometido por outras enfermidades mais comuns que se somam aos sintomas agravando o estado geral do paciente. Nesta fase, perdem a capacidade de manter uma conversação, perdem a noção de espaço e tempo, não identificam ou reconhecem laços familiares ou de quem os acompanham e passam a não conseguir construir frases inteiras, se notam mudanças significativas na personalidade, ocasião na qual os cuidados devem ser redobrados, com paciência, respeito e muito amor.

Trata-se, pois, de uma doença que, ressalvada a herança genética, pode atingir o astro da TV, o escritor renomado, o herói, o cidadão, um ente querido e, por consequência, afeta drasticamente também os familiares que passam a viver uma experiência insólita como cuidadores.

SDC – Síndrome de Disfunção Cognitiva (CÃES) Qual a relação com o Alzheimer?

Apesar de em ambas as doenças não haver certeza do exato processo que a ocasiona, parece haver grande semelhança entre a SDC em cães e o Alzheimer em humanos. Isso ocorre porque a patogênese mais provável é por acúmulo de proteínas tóxicas nos espaços intra e interneuronais, principalmente da proteína beta-amilóide, ocasionando déficit nas sinapses, apoptose de neurônios, danificação da atividade neuronal e esgotamento de neurotransmissores.

Se você ama um peludinho e o considera como um membro da família, sabe bem que o seu animalzinho tem um vocabulário próprio, perdoa incondicionalmente e sempre está disposto a nos dar uma nova chance, e compreende que com ele não é diferente. Certamente por isso também usamos estes amiguinhos para ajudar nos tratamentos da demência e Alzheimer.

Nossos amiguinhos peludos, não diferentes de nós os pais, também experimentam muitas doenças parecidas. Sim, parece brincadeira, mas muitos de nós temos em casa o melhor amigo com 10 anos ou mais… Em geral, os peludos são acometidos pela Doença com mais de seis anos de idade. Sim, eles podem desenvolver o Alzheimer canino e começam a ser comportar de maneira muito semelhante aos nossos idosos. O processo de envelhecimento do cachorro se inicia, em média, a partir dos sete anos de vida, o que inclui, normalmente: a perda de visão e audição, diminuição da energia, aumento das horas de sono e maior dificuldade em se locomover. De acordo com estudos, mais da metade dos cachorros que ultrapassam os 15 anos de vida podem vir a sofrer com Alzheimer canino. Na verdade, esta enfermidade em nosso melhor amiguinho é conhecida por Síndrome de Disfunção Cognitiva.

Alzheimer em cães é um problema de origem neurológica, que resulta em várias mudanças de comportamento. Essas alterações quase sempre acontecem nos peludos mais idosos e, muitas vezes, os sinais podem ser semelhantes aos que acontecem em pessoas com Alzheimer.

Entretanto, o quadro é ainda mais comum e mais bem diagnosticado nos bem velhinhos, com mais de 10 anos, pode ocorrer em qualquer sexo ou raça. As alterações que acontecem nos cérebros dos bichinhos limitam as atividades dos neurônios. (não é reversível e não tem cura, porém se pode ajudar a progressão de sinais).

Se você é bem ligado em seu filho de 4 patas, notará sinais bem visíveis: horário do sono, xixi fora do lugar, as vezes lerdeza de movimentos, outras vezes não atendem aos comandos, diminuição de atividades diárias, dificuldades de comerem sozinhos, e se esquecem frequentemente de tomar água.

Nem sempre o cachorro que tem Alzheimer, vai apresentar todos os sinais clínicos.

É possível, inicialmente, notarmos um ou dois sintomas. Entretanto, com o tempo, a síndrome vai se desenvolvendo e novas manifestações podem ser percebidas: a incontinência urinária unida a cataratas, por exemplo

Foi “Beauty” – minha filha de quatro patas , que me levou ao real interesse sobre este assunto, e tenho tido conversas com veterinários e feito muitas pesquisas, para tentar manter o quanto possível seu bem-estar. Ela começou a trocar o dia pela noite, ou seja, dorme horas durante o dia e à noite, começa a caminhar em círculos. Eu que sou mãe de Maya e Beauty noto muito bem as diferenças entre as duas. (Maya tem menos de 6 anos).

Beauty começou apresentar diversos problemas a mais ou menos 5 anos, hoje ela tem 18 anos incompletos, porém, antes, os sinais foram confundidos com várias outras causas, menos o Alzheimer propriamente dito. Na linha de “quem ama cuida”, tenho tentado vários auxílios, não que seja fácil. Já ́ fui aconselhada por alguns veterinários a colocá-la para “dormir” definitivamente. Obviamente não acatei os tais conselhos e me livrei deles e não da minha melhor amiguinha. Devo mencionar que há uma quantidade bem interessante de livros e guias para ajudarmos quem padecem da enfermidade e uma série de treinamentos específicos para os profissionais que cuidam destes pacientes especiais.

Como saber se o cachorro tem Alzheimer?

Todos os sinais clínicos de Alzheimer canino podem ser confundidos com os de outras doenças. O xixi fora do lugar, por exemplo, pode ser devido à incontinência urinária. Já ́ a agressividade pode ser consequência de dores e assim por diante. Por esta razão, estar atento para agir ao notar qualquer alteração no comportamento de quem nos animou e nos ajudou durante frustações com um abano de calda ou uma lambida, é primordial.

Visite o veterinário regulamente e, sempre que observar no animal algo relacionado com a enfermidade de humanos. Exames corriqueiros como o de sangue, testes hormonais e ultrassonografia, são alguns dos exames que um veterinário de sua confiança vai solicitar para determinar se os sinais clínicos indicam Alzheimer ou outras doenças como cardiopatias, hipotireoidismo, tumores cerebrais etc.

Muitos cãezinhos são submetidos a remédios para o Alzheimer canino. A verdade nua e crua é que assim como aos humanos da nossa família, amigos e vizinhos, devemos dar a maior atenção e tratamentos paliativos para melhorar a qualidade de vida dos animais que amamos. O enriquecimento ambiental também pode ser indicado. Além disso, uma rotina de atividades físicas e brincadeiras é importante para desacelerar a progressão da doença em ambos os casos.

Resumindo, a Doença de Alzheimer é um distúrbio cerebral que destrói lentamente a memória e as habilidades de pensamento e, eventualmente, a capacidade de realizar uma rotina que nos parecia fácil e normal e não existe privilégios para esta enfermidade relativos à classe social, credo ou nacionalidade, e este mal pode instalar-se a qualquer momento em nosso lar. E para convivermos melhor com isso, uma dose redobrada de amor para com nossos pais, avós, tios e ou com os caninos faz toda a diferença. Se de repente o seu amiguinho, assim como minha linda cachorrinha Beauty vir a se tornar rabugento, talvez não seja só velhice e cansaço. Ele(a) pode estar sofrendo da SDC – Síndrome de Disfunção Cognitiva.

O Amor é sempre o sentimento que deve nos guiar para o melhor de tratamento e que possibilita a melhor convivência para os nossos entes queridos e amados peludos, provendo-lhes na doença e ao final da vida, o conforto devido, como forma de gratidão e para que fiquemos em paz.

Você pode encontrar mais detalhes sobre animais em:

Lígia estudou Cosmetologia na Sheridan Technical College, Postgraduate Education em Skin Care no International Dermal Institute, Health Care na FLC Healthcare Academy. Por muito tempo trabalhou como profissional liberal e tornou-se President Club da Avon -Trabalhou como profissional de Saúde, hoje trabalha na área de Home Services Projects Specialist - HSPS. Ama escrever e expressar os sentimentos por meio de palavras. Atualmente entrevista personalidades rotárias espalhadas pelo mundo, ela é a Host of the Programa "Conexão Rotary” apresentado às Segundas-feiras na Rádio Gazeta News. Ama sorrir, ama cachorros, ama cozinhar, fazer e receber amigos. Email para contato: ligia200@hotmail.com.

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