A nutrição das crianças é uma das questões que mais preocupa os pais. Na maioria das famílias, porém, a preocupação é principalmente com relação a quantidade de alimento ingerido. No entanto, tão importante quanto a quantidade e a qualidade do alimento ingerido pelas crianças está o comportamento em relação ao alimento e na hora da refeição. O comportamento das crianças com relação a alimentação pode fazer muita diferença na saúde dos pequenos. Estudos mostram que o prazer e a receptividade em relação aos alimentos têm uma relação com o excesso de peso e obesidade infantil. As crianças que comem devagar e que ficam saciadas facilmente, rejeitam os alimentos colocados a mais com facilidade e assim apresentavam peso abaixo da média.

Dados de um estudo realizado no Brasil mostram que mais de um terço das crianças estudadas (entre 1 e 10 anos de idade) rejeitam um determinado tipo de alimento, comem pouco, não sentem fome e/ou pulam refeições. Nessa idade as crianças ainda estão, ou deveriam estar sob supervisão de um adulto.

Nesse mesmo estudo foi observado que 75% das crianças recusam vegetais, 46% não ingerem café da manhã, e 86% preferem doces como alimentos. Nessas famílias estudadas, 80% das mães compram comida diariamente e 52% não trabalham fora de casa.

Muitas mães compensam a sensação de culpa por não poder dar muita atenção aos filhos oferecendo a comida preferida, em detrimento de ser ou não saudável. E ainda as mães permitem que seus filhos façam as refeições assistindo TV, ou mexendo em um tablet ou celular, o que agrava a situação fazendo com que as crianças não tenham atenção ao alimento que estão ingerindo.

Esses hábitos serão levados para o resto da vida, e todos sabemos que quanto mais velhos ficamos mais difícil mudarmos nossos hábitos, sejam eles ruins ou não. O tempo que dedicamos aos nossos filhos nos primeiros anos de vida trará sem dúvida mais saúde para eles. Dessa forma não pode ser encarado como algo substituível ou de menor importância.

Para que esse problema fosse realmente resolvido deveriam existir políticas públicas para que as mães pudessem permanecer mais tempo com seus filhos entre outras providências. Mas, já que não temos essas políticas e as crianças precisam de cuidados podemos agir de forma a ajudar. Por exemplo oferecendo uma grande variedade de alimentos e apresentá-los de diferentes formas. Sempre que possível devemos convidar as crianças a participarem do preparo dos pratos para que aprendam e se interessem pela alimentação correta e saudável. E acima de tudo dar o bom exemplo, comendo corretamente, desligando os aparelhos no momento da refeição e trazendo assuntos agradáveis à mesa.

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